14.11.11

Para o brigadeiro, o céu é sempre de brigadeiro!

O doce ganhou o nome de brigadeiro em 1945 durante a campanha política do Brigadeiro Eduardo Gomes (1896-1981), que disputava a Presidência da República com Eurico Gaspar Dutra (1883-1974).
Além de leite condensado, achocolatado e manteiga, o docinho original levava gemas de ovo no recheio e açúcar cristal no lugar do granulado. O "doce do brigadeiro" era feito por simpatizantes do militar como forma de angariar fundos e conquistar a simpatia dos eleitores. Não funcionou. Gomes perdeu para Dutra, mas o doce nunca mais saiu da mesa dos brasileiros.


O consumo atual no país é estimado em 10 milhões de unidades por mês.
       
Doce genuinamente brasileiro, o brigadeiro sempre esteve associado   às festinhas de crianças. Com o seu refinamento, ele começa a ser servido também em casamentos, chás da tarde, eventos corporativos e até ceias de Natal.

São poucos chefs confeiteiros no Brasil dedicados única e exclusivamente ao brigadeiro gourmet – que exige chocolates e manteigas europeus, de primeira linha.

No  caso do chocolate, a acidez do cacau tem de ser alta, de forma a garantir a sensação de sabor amargo. O cacau selecionado representa apenas 10% dos frutos produzidos no mundo. Sua produção depende do solo (vulcânico, rico em enxofre, por exemplo) ao manuseio do fruto (depois de partida a casca, a semente tem de ser processada em, no máximo, 24 horas, para evitar a oxidação).

Quanto à manteiga, ela tem de ser bem gorda. Em geral, as manteigas são compostas de 82% de gordura.  As utilizadas nos brigadeiros gourmet têm 84%. Essa pequena diferença muda a textura do brigadeiro, deixando-o mais cremoso. Já o leite condensado preferido de dez entre dez chefs confeiteiros é o tradicional Moça.


Nenhum comentário:

Postar um comentário